sábado, 11 de maio de 2013

James Brown & Luciano Pavarotti - It's a Man's World

Observando o novo comercial da Chanel - uma marca que dispensa apresentações - pude ver que fizeram uma versão com a jovem cantora Joss Stone. Seguem abaixo a versão de Pavarotti & James Brown e outra, que é justamente, o próprio comercial da Chanel com a Joss Stone. Vale a pena apreciar as duas versões !

Glauciane Carvalho

sábado, 27 de abril de 2013

Luciano Pavarotti cantando "Caruso"

Através da música podemos expressar muito mais do que faríamos pessoalmente...

Glauciane Carvalho


domingo, 14 de abril de 2013

Rosiska Darcy de Oliveira é eleita para a cadeira nº 10 da Academia Brasileira de Letras

A jornalista e ensaísta carioca Rosiska Darcy de Oliveira foi eleita nesta quinta-feira a nova integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela vai ocupar a cadeira de número 10, vaga desde o dia 23 de dezembro, quando morreu o poeta alagoano Lêdo Ivo. Rosiska foi eleita no primeiro escrutínio, com 23 votos, e deixou em segundo lugar com seis votos o poeta Antonio Cícero, irmão e parceiro musical da cantora Marina Lima. O poeta pernambucano Marcus Accioly e a especialista em História do Brasil Mary Del Priore tiveram cinco e quatro votos, respectivamente. 
Bacharel em direito pela PUC-Rio, Rosiska tem parte de sua obra dedicada à reflexão do espaço ocupado pelas mulheres na sociedade, tema de seus dois primeiros livros, Le Féminin Ambigu e La Culture des Femme, ambos publicados na Europa no período em que Rosiska ficou exilada na Suíça, onde também lecionou por dez anos na Universidade de Genebra. 
Ela também tem publicado os seguintes títulos: Elogio da Diferença, In Praise of Difference, Reengenharia do Tempo, seu último ensaio, propõe uma nova relação entre vida privada e mundo do trabalho, além de A Dama e o Unicórnio, Outono de Ouro e Sangue, A Natureza do Escorpião e Chão de Terra.
Cadeira vaga - A Academia Brasileira de Letras deve realizar em breve a eleição para o novo ocupante da cadeira de número 36, vaga desde a morte do jornalista João de Scantimburgo em 22 de março. Fernando Henrique Cardoso se candidatou à vaga. Segundo a coluna Radar on-line, de Lauro Jardim, o ex-presidente já teria garantidos os votos dos imortais Eduardo Portella, Celso Lafer, Paulo Coelho, Merval Pereira, Geraldo Hollanda Cavalcanti, Antônio Carlos Secchin, Sergio Paulo Rouanet, Alberto da Costa e Silva, Sábato Magaldi, Hélio Jaguaribe, Marcos Villaça e José Murillo de Carvalho.

Fonte: Veja

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sobre a morte de Margaret Tchatcher...

"Cuidado com seus pensamentos, pois eles se tornam palavras.
Cuidado com suas palavras, pois elas se tornam ações.
Cuidado com suas ações, pois elas se tornam hábitos.
Cuidado com seus hábitos, pois eles se tornam o seu caráter.
E cuidado com o seu caráter, pois ele se torna o seu destino.
O que nós pensamos, nos tornamos"

Margaret Thatcher (1925-2013)

 Você fez um excelente trabalho. Glauciane Carvalho

domingo, 31 de março de 2013

Fernando Henrique Cardoso concorrerá a uma cadeira de imortal na Academia Brasileira de Letras

Eu frequento a Academia Brasileira de Letras há pelo menos 5 anos (quase todas as terças) e acredito tremendamente que o nosso querido Fernando Henrique Cardoso será eleito sim, para ocupar a cadeira nº 36 deixada pelo João de Scantimburgo.
A imortal Nélida Piñon foi uma das responsáveis pelo convite formal a ele, segundo divulgou a Folha de São Paulo. Importante lembrar, que na Academia Brasileira duas das quarentas cadeiras estão vagas, visto que o poeta Ledo Ivo faleceu em dezembro deixando a cadeira nº10.
Vários imortais estão fazendo campanha para FHC como Marcos Vilaça (ex-presidente da ABL) e Celso Lafer. A eleição deve acontecer no final do mês de maio.
Eu vou confessar o que todos já sabem: eu estou na torcida para que Fernando Henrique seja aclamado na Academia Brasileira, pois será o reconhecimento meritocrático de uma pessoa que sempre se dedicou à pesquisa e à intelecutalidade e que foi um grande nome da nossa Política.
Além disso, como exemplo, cito que ele foi professor universitário na PUC-RJ e, inclusive, teve como aluno o ex-Ministro de Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia - quando este tinha 19 anos (conforme o próprio Ministro citou em sua autobiografia, no livro "O Brasil e os ventos do Mundo".)
Pelos corredores da ABL, a torcida é pela eleição de Fernando Henrique.

Glauciane Carvalho


Festival Internacional de Jazz de Montreal: Chick Corea Akoustic Band - How deep is the ocean

sábado, 30 de março de 2013

Zélia Cardoso de Mello afirma que Chipre é pequeno demais para abalar os EUA

Quando começaram os comentários na imprensa sobre o confisco na Ilha de Chipre, imediatamente, veio em minha mente o que passamos, no Brasil, durante o governo Collor. Então, eu busquei saber a opinião da ex-Ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello, visto tudo o que ela passou e as críticas que sofreu durante sua gestão. A Zélia é sempre muito elegante com estudantes de pós-graduação (lato ou strictu sensu) e elaborou um texto em seu blog expressando sua posição sobre o assunto, até por que ela, hoje, presta serviço de consultoria para investidores estrangeiros que querem investir no Brasil. Deixo esclarecido, desde já, que não sou economista, portanto, não posso analisar tecnicamente o que está escrito. Apenas, tive a vontade de saber qual era a opinião dela e transcrevo na íntegra o que foi que ela publicou em seu blog.

Glauciane Carvalho
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Por Zélia Cardoso de Mello
Ex-Ministra da Fazenda - Governo Collor
Doutora em Economia pela USP
March 26, 2013

Quando parecia que a Europa não ia mais atormentar o mundo com seus problemas, a pequena ilha de Chipre nos lembrou de que não era bem assim... O Chipre é importante? Devemos nos importar com o que acontece por lá? Claro que devemos nos importar com o que acontece com o povo de Chipre que provavelmente terá alguns anos duros pela frente. Mas como investidores, não acho que faz diferença.
O Chipre representa não mais do que 0.5% do PNB da zona europeia. O pequeno país de 800 mil habitantes tem um sistema bancário grande, desproporcional ao tamanho de sua economia. A causa disto são os depósitos nos bancos feitos por milionários não residentes, especialmente russos que não querem pagar impostos. O Chipre, assim como outras ilhas pequenas é um paraíso fiscal e talvez por isto os ministros da Fazenda da Europa estão jogando duro. Além do mais, apesar dos depósitos serem elevados o problema não é tão grande. A Grécia teve um resgate de mais de 170 bilhões de euros e o Chipre precisa de menos de 10% desta quantia, 10 bilhões de euros. Os problemas do país derivam dos seus negócios com a Grécia, dos empréstimos feitos a empresas e indivíduos.
Na semana passada, o Mercado de ações foi influenciado pela crise e interrompeu a alta que vinha ocorrendo desde o fim do ano. No fim de semana foi negociado um pacote de ajuda que vai implicar em perdas para correntistas com depósitos de mais de 100.000 euros e vai agravar a atual recessão.
Mesmo se a crise não fosse resolvida, não acredito que iria impactar os Estados Unidos. Teria sido outra ameaça, como o sequestro, que acabou não significando muita coisa para o mercado, embora tenha prejudicado os indivíduos que perderam seus empregos.
De fato, o Mercado acionário Americano nos primeiros três meses do ano foi excelentes para os investidores. O índice Dow Jones ganhou mais de 10% e o S&P tem flertado como 1565, o recorde atingido em Outubro de 2007. Na Segunda Feira, por volta de 10h, faltava um ponto para o índice chegar lá, mas o descontentamento como o “pacote” para o Chipre foi a explicação encontrada para a posterior queda do índice.
Os dados da economia têm sido na maioria bons, embora o consumidor esteja enfrentando algumas dificuldades como o aumento no imposto sobre a folha de pagamento e o sequestro, que implicou/implicará em desemprego. Isto, entretanto poderá ser contrabalançado pelo aumento de renda, e pelo aumento no preço de ativos como casas e ações, que melhorou a saúde financeira dos consumidores. O FED vai prosseguir na politica acomodativa ao mesmo tempo em que, segundo a minuta da ultima reunião, está vendo melhorias na economia. Entretanto mesmo com bons fundamentos o Mercado não se movimenta sempre só para cima; sempre haverá períodos de realização de lucros. A questão é saber se no longo prazo a tendência é otimista ou pessimista. Eu ainda sou otimista e ademais, não vale a pena lutar contra o FED. Portanto, em vez de tentar adivinhar os movimentos do Mercado no curto prazo, escolha alguns temas e aposte neles. Tenho falado a algum tempo da recuperação do Mercado imobiliário. O ITB, - ISHARES DOW JONES US HOME CONSTRUCTION INDEX FUND – a ETF do setor de construção aumentou 62.5% em um ano e 6.3% em 2013.
Além dos bons indicadores, os políticos não têm atrapalhado muito e o próximo embate perigoso deverá se dar em algum ponto durante o verão norte Americano, quando o Governo precisará renovar o teto de endividamento. Mas até lá, a politica não vai provocar as flutuações que provocou em 2012.
No Brasil o Mercado continua a desapontar: a má performance do Bovespa, infelizmente para o Governo, não tem nada a ver com o cenário mundial; a errática politica oficial nos setores elétrico e de energia, teve efeitos devastadores na Petrobras e Eletrobrás; mais recentemente, o impacto da performance das empresas X (as empresas do grupo de Eike Batista) está entre os determinantes da má performance do índice. De fato, a OGX se desvalorizou 85.88% em um ano, a MMX 72,44% e a LLX, 46,09%; a VALE 12%%, Petrobras 30% e a Eletrobrás 60%%. É claro que existem oportunidades e setores que vão bem e mais uma vez a tarefa do investidor é fazer sua lição de casa e descobrir quais são estes temas. Quem apostou em empresas produtoras de bens de consumo popular se deu bem nos últimos anos. A BRFoofs valorizou 26%, Lojas Americanas, 25% e lojas Renner, 16%, para citar algumas.
O problema é que o investidor não institucional brasileiro não tem acesso a suficiente informação para investir bem. Além disto, por muitos e muitos anos, os papéis do Tesouro eram extremamente atrativos. Até o ano passado, bastava deixar o dinheiro em um fundo ligado a taxa de juros e obtinha-se um retorno de mais de 5% real. O sonho acabou. O que o investidor está fazendo para ter rentabilidade? Alguns estão comprando apartamentos em Miami, outros em Nova Iorque e muitos no Brasil.
O Mercado imobiliário sempre é uma alternativa, na falta de outras. Este setor teve um aquecimento extraordinário nos últimos anos e os preços de propriedades aumentaram muito. Vários fatores contribuíram como, por exemplo, a estabilização da economia, indicadores macro econômicos sólidos, crescimento do salário real e aumento do emprego, aliado a novas possibilidades de financiamento. Além disto, o Brasil tinha um déficit habitacional que vinha se acumulando por décadas. O aumento de preços levou alguns analistas a temer uma bolha, como a dos Estados Unidos, mas a verdade é que no Brasil não há a alavancagem que existia nos EUA e a regulamentação financeira é mais solida.
Este quadro está mudando e a falta de oportunidades de investimentos para indivíduos deixa o Mercado imobiliário como única opção. Isto é o que aconteceu na China e ocasionou as cidades fantasmas, cheias de prédio vazios.
Finalmente, não poderia encerrar sem uma palavra sobre a Presidente. No primeiro ano do Governo, fiz repetidos elogios nestas páginas em virtude de sua capacidade de tomar decisões rápidas em momentos difíceis o que era ainda mais impressionante se comparássemos com a inércia dos lideres europeus e Americanos. Agora, olhando para trás, para 2012, temo que esta capacidade de tomar decisão tenha se transformado em voluntarismo.

Fonte: Site oficial da autora

A “ESQUERDOPATIA” OU “SINISTROPATIA”

O artigo está muito bem escrito e fala por si, sobre a realidade política hodierna vivenciada em nosso país. Não há que tecer comentários, pois o autor já fez com muita propriedade.
Vale a pena esta leitura.

Glauciane Carvalho


Por Ubiratan Iorio
Doutor em Economia pela FGV
Diretor Acadêmico do Instituto Ludwig von Mises Brasil

29/03/2013
[Este artigo é uma reunião de três com o mesmo título, que publiquei no extinto Jornal do Brasil em 19/9, 26/9 e 3/10 de 2005, com pequenas alterações para atualizá-los. Os três artigos originais estão em meu livro de 2011, Ensaios contra o vento].
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Um esquerdopata, antes de mais nada, é um chato!
A esquerdopatia ou sinistropatia é uma das mais perigosas e contagiosas manifestações endêmicas da América Latina, com a honrosa exceção do Chile. Responsável pelo nosso enorme atraso comparativamente às sociedades desenvolvidas. Fruto do cruzamento incestuoso da mentalidade excessivamente centralizadora e patrimonialista herdada da tradição ibérica com a estratégia de ocupação dos espaços de Antonio Gramsci e do encontro adulterino  de um tremendo complexo de inferioridade com uma dose desavergonhada do vício da inveja, a doença contaminou as universidades, os meios de comunicação, a cultura, a economia, a política, a linguagem e as próprias definições de moral e ética. Seus principais agentes propagadores são os chamados “intelectuais” de esquerda, para os quais a consecução de seus objetivos de se criar o “Outro Mundo Possível” justifica quaisquer meios utilizados para tal, entre os quais a mentira, o diversionismo, a tática de acusar os inimigos de práticas em que eles próprios são mestres e, como agora os brasileiros parecem perceber, a corrupção. Não foi sem razão que Paul Johnson debuxou e debochou de duas marcas dos intelectuais de esquerda: o egocentrismo e a falta de respeito para com a verdade dos fatos, sempre em nome do “social”...
Um esquerdopata típico pode ser facilmente identificado a partir de alguns comportamentos peculiares, de natureza gestual e visual e, principalmente, pela forma simplista, embora arrogante, de ver o mundo e de se expressar.

Vamos começar enfatizando a mais importante manifestação da endemia – e sua causa maior - que é a pia crença na hipótese de que a riqueza de João é condição necessária e suficiente para explicar a pobreza de Pedro, João e Pedro podendo ser indivíduos, “classes”, sexos, raças, estados, regiões ou países. Uma visão míope, herdada das ideias de exploração de Marx, que não leva em conta o fato óbvio de que esta seria apenas uma dentre inúmeras outras explicações para a existência de desigualdades, como o acesso ou não à educação e à saúde, a disposição ou indisposição para o trabalho, a inteligência ou a estultice, as boas ou más instituições e até mesmo a sorte ou o azar na vida,... É evidente que quem possui um caráter reto, mas é pouco observador dos fatos e da própria História, e acredita cegamente que Fulano é pobre porque é explorado por Beltrano, que é rico, será tentado a aceitar a tese de que, para acabar com as desigualdades, será preciso o estado (logo quem...) tirar de Beltrano para dar de mãos beijadas a Fulano; será também um defensor de políticas públicas perpetuadoras da miséria, como os diversos programas populistas existentes em nosso país; terá ódio – nutrido pela inveja – de toda e qualquer pessoa, “classe”, estado, região ou país bem sucedidos, que enxerga como exploradores e inimigos da fraternidade; e, se tiver uma veia religiosa, será facilmente iludido pelas falácias da Teologia da Libertação, que é absolutamente alheia à doutrina reta da Igreja, já que seu leif motiv é socialista – e, portanto, anticristão - e porque, sob o escabeche de uma pretensa caridade (compulsória!), dissemina lutas fratricidas, incutindo nas cabeças dos fiéis que não conhecem a mensagem cristã que padres e bispos, ao invés de conduzirem suas ovelhas para o céu, devem levá-las para a terra, mesmo que esta seja de propriedade de terceiros...
Um sinistropata, ao mencionar a importância da educação, a imagina sempre controlada pelo estado e sob o tacão do pensamento único e omite maldosamente a evidência de que, sem boas instituições, sem pluralismo de ideias e sem incentivos à livre iniciativa individual, a educação não garante o desenvolvimento econômico, como está aí a demonstrar a sua Disneylandia, aquela ilha subjugada pelo ditador barbudo, o grande Carniceiro do Caribe e, nos últimos anos, por seu irmão sem barbas.
Vamos agora apresentar alguns dos mais batidos chavões usados pelos sinistropatas e seus respectivos contra-argumentos.
O primeiro, já apontado antes, é o de que a pobreza do Brasil, da América Latina e de outras regiões deve-se à sua “exploração” por parte das nações ricas. Contra-argumentos: Definitivamente, o que explica a pobreza de Fulano não é a riqueza de Beltrano, sejam eles pessoas, países ou regiões, pois as causas da riqueza são as recíprocas das da pobreza. O desenvolvimento econômico é como uma peça de teatro: para ser boa, exige um razoável “script”, um cenário adequado e excelentes atores. O “script” é a ampliação contínua da capacidade de produção, isto é, a acumulação de capital, a economia de mercado e os direitos de propriedade; o cenário são as instituições e os atores a população. Para se gerar riqueza de maneira a não concentrá-la, são necessários investimentos em capital humano e regras estáveis e que incentivem as pessoas a darem vazão à sua criatividade.
O segundo chavão é o de que O Brasil precisaria promover uma “reforma agrária” para redistribuir a renda e fixar o homem no campo. Contra-argumentos: reforma agrária não é e nunca foi instrumento de redistribuição de renda; a questão não está no tamanho das propriedades, mas em sua produtividade; o percentual da população que vive no campo nas sociedades adiantadas e de agriculturas mais produtivas é inferior, em média, a 3%. Nos Estados Unidos, é de 1,5%.
A terceira falácia é a de que o país precisa de uma reforma tributária com impostos mais progressivos, para redistribuir a riqueza. Ora, o Brasil precisa, sim, de uma reforma tributária, mas que desonere cidadãos e empresas! Temos cerca de 80 tributos, muitos em “cascata”. A carga tributária subiu escandalosamente nos últimos anos e hoje beira os 40% do PIB. Ademais, a função dos impostos não é a de redistribuir a riqueza, mesmo porque não se pode redistribuir algo que não é fixo, pois a economia não é um jogo de soma zero. A função dos tributos é a de, simplesmente, manter o estado funcionando (para quem acredita ser o estado necessário, o que não é o meu caso). Todos os países que tentaram redistribuir a riqueza com impostos altamente progressivos, conseguiram apenas desestimular o trabalho e o esforço individuais e estimular o comodismo, provocando apatia, evasão fiscal e fuga de capitais e nivelando todos - inteligentes e estultos; diligentes e preguiçosos; felizardos e azarados - por baixo. Além disso, não podemos nos esquecer da máxima do Presidente Ronald Reagan, a de que o imposto gera a sua própria despesa: quanto maior a arrecadação, maior também o apetite gastador dos governos. E o estado moderno, no mundo inteiro, é o maior exemplo de glutoneria, de gula e de voracidade que podemos encontrar. 
esq2A quarta falácia é a de que o país precisa voltar a “crescer”, mesmo que abrindo mão do controle da inflação, pois existiria um dilema entre a inflação e o crescimento. Não é, Dona Dilma? Contra-argumento: poucas tolices são tão repetidas como esta! Na verdade, não há escolha entre inflação e desemprego, pela mesma razão que não se pode escolher entre comer demais e ter indigestão: se comermos muito, a indigestão é certa. Nenhuma economia cresce o que deseja crescer, mas sim aquilo que pode e que é determinado não pelos nossos desejos nem pelas máquinas da Casa da Moeda, mas por nossas capacidades e pelos mecanismos de livre mercado. A inflação é provocada por investimentos mal feitos, lastreados em créditos artificialmente baratos e, na medida em que o caráter ineficiente desses investimentos é revelado pelo tempo, surge o desemprego. Ou seja, a inflação ocorre quando os governos, achando que estão optando pelo “crescimento”, geram empregos artificiais e o desemprego é a consequência inevitável dessas más políticas. “Desenvolvimentista” todo mundo é, mas primeiro temos que saber ao certo o que é desenvolvimento e, portanto, que ele não pode ocorrer na presença de inflação. Mas os sinistropatas latino-americanos, que tanto usam a História – desde que de acordo com as suas conveniências -, simulam não terem aprendido isso.
Eis mais três cacoetes esquerdopatas, para encerrar. O primeiro é o de acreditar cegamente que as “soluções políticas” são socialmente melhores do que as proporcionadas pelo sistema econômico e pelo sistema moral, o que os leva, por exemplo, à defesa de “políticas públicas”, como a industrial, para fortalecer setores previamente selecionados, tornando-os competitivos. Esse argumento equivale a tentar remendar uma colcha nova com um retalho velho, o que estraga toda a peça. O século XX foi farto em demonstrar a ineficácia das soluções políticas e, no caso das políticas industriais planejadas, nem sequer a colcha é nova, tratando-se apenas de uma tentativa dissimulada de defender o tecido roto pelos velhos argumentos protecionistas, sem qualquer espaço no mundo de hoje. Se os Estados Unidos e a Europa adotam práticas protecionistas, pior para eles, no longo prazo, pois vão perder. Se meu vizinho resolver drogar-se porque acha isso bom, eu vou imitá-lo, só porque ele é rico? As “políticas industriais”, na verdade, são frutos podres do processo político, em que burocratas travestidos de técnicos selecionam alguns setores para ganhar e, portanto, outros para perder. O grande derrotado - mais até do que os produtores não contemplados com as benesses -, é o consumidor, que fica com menos produtos à sua disposição, de pior qualidade e mais caros. Não é, Dona Dilma?
esq3Outra característica da sinistropatia é a de ser uma seita de adoradores do estado, diante do qual se ajoelham e gritam hosanas servilmente, como se estivessem diante de uma vaca sagrada. Por isso mesmo é que o governo petista criou dezenas de novas estatais, mais de uma por mês, desde que assomou ao poder. E por isso conta hoje com 39 ministérios. Privatizar empresas sugadoras dos contribuintes, no seu jargão infantil, equivaleria a “entregar o patrimônio público”... Público ou dos que detêm o poder político? Os Correios, a Eletrobrás, o IRB, a Petrobrás, a Caixa, o BNDES, o Banco do Brasil e dezenas de outros cartórios pertencem de fato ao público ou, mesmo, aos seus funcionários de carreira? É evidente que não, porque são controlados pelos governos, que indicam presidentes e diretores para eles, todos representantes do partido oficial e dos seus aliados. É mais do que tempo de o estado desfazer-se dessas empresas, deixando que o setor privado cuide da economia, simplesmente porque sai mais barato, tolhe a corrupção e é bem mais eficiente.
Por fim, para compor o ethos esquerdopata, há a semeadura do ódio de classes, porque, já que entendem que Pedro é rico se e somente se João é pobre, então é preciso semear no coração do segundo o ódio pelo primeiro, deixando o restante aos poderes ocultos e às forças obscuras da dialética. Não é à toa que “as esquerdas” – como gostam de autodenominar-se -, jogam, muitas vezes subliminarmente e outras nem tanto, “excluídos” contra “elites”, mulheres contra homens, negros e índios contra europeus e homossexuais contra heterossexuais, sempre sob o pretexto de defender “minorias”. Tudo em nome de uma fraternidade de fachada. E olham com uma complacência que beira a simpatia atos terroristas hediondos, quando são cometidos contra países ricos, como os Estados Unidos, a Espanha e a Inglaterra. Dão asilo político a um assassino como Cesare Battisti e colocam à força no avião de volta para a sua Disneylandia socialista atletas cubanos que tiveram duas infelicidades: a de nascer em Cuba e a de pedir asilo ao governo do PT. Duas artistas de idade avançada beijam-se na boca em protesto contra um pastor que preside a comissão que estudará a união de gays e lésbicas, mas calam-se diante de mensaleiros condenados por corrupção e que presidem outras comissões no Parlamento. Não passam de sepulcros caiados, limpos por fora, mas podres por dentro.
Já seria mais do que tempo de erradicar a esquerdopatia da América Latina, mas se vocês olharem para o Brasil e para nossos vizinhos poderão ser abatidos pelo desânimo. Se olharem para os Estados Unidos e a Europa, também, com a diferença de que aqui os esquerdopatas são mais rudes, rupestres, primevos.
O mundo parece ter enlouquecido e não sei onde isto vai dar...

Fonte: Site oficial do autor

quinta-feira, 28 de março de 2013

Presidente da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado assina em Paris acordo de amizade e cooperação com a Sorbonne


A Presidente da Academia Brasileira de Letras, Acadêmica Ana Maria Machado, assinou, dia 22 de março, sexta-feira, juntamente com a Vice-reitora da Sorbonne, Marie-Christine Lemardeley, acordo de cooperação entre as duas instituições, com o objetivo de organizar eventos científicos por intermédio do Centre de Recherches sur le Monde Lusophone (Crepal), em torno da obra de escritores brasileiros.
Esses eventos serão beneficiados pelo apoio científico e logístico que será dado pela ABL e realizados na Sorbonne Nouvelle. Esta instituição ficará responsável pelo lançamento das conferências, em português e francês, em seu site. Ainda segundo o acordo, a Sorbonne cuidará o site do Crepal, e os alunos de mestrado e doutorado da entidade francesa poderão contar com o apoio das bibliotecas e dos bibliotecários da ABL para suas pesquisas, tanto local quanto remotamente.

Fonte: ABL